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quarta-feira, setembro 28, 2011

Corrupção e o "jeitinho"


As diversas manifestações populares do último "7 de setembro", contra a corrupção na política brasileira, revelam uma tomada de consciência da sociedade civil. Contudo, quantos estão cientes de que a mudança deve começar a partir de cada um de nós? Acreditou-se por largo tempo que seria possível a construção de uma sociedade justa e democrática, apenas mobilizando multidões, derrubando ditadores, realizando eleições e protestando contra as práticas corruptas dos governantes. A História, por sua vez, tem mostrado que a construção de tempos novos exige, obrigatoriamente, novas condutas de todos, mudança profunda nas subjetividades. Ou seja, de pouco adianta reclamar posturas éticas aos governantes e instituições políticas, se até mesmo os mais esclarecidos e escolarizados não estão dispostos à renovação de suas práticas cotidianas. Diz o sociólogo José de Souza Martins, em O poder do atraso: "A política do ´presentinho´ vai desde a universidade que se rebela contra a corrupção, até a vida paroquial e até os mais inesperados recantos da vida social. (...) Os que nada têm para doar, têm ainda o comportamento subserviente... E de qualquer modo, têm o débito moral que pode ser pago politicamente. (...) Rigorosamente, pois, por um conjunto enorme de práticas, condutas e concepções relativas à ideia do favor e da retribuição, pode-se dizer que o conceito de corrupção como se difunde na sociedade brasileira hoje, atinge não só alguns políticos... (Mas) quase toda a população, sem disso ter consciência, está de algum modo envolvida em corrupção". Atire a primeira pedra quem não pratica "corrupção" no dia a dia. No popular: avançar sinal vermelho, jogar lixo na rua, furar fila, ignorar faixa de pedestre, "agradar" funcionário para conseguir algo... Dizemos que o Brasil é assim mesmo, é apenas um jeitinho... Mas queremos serviço público decente, cumprimento das leis, ética dos políticos.

E assim, ao longo de gerações, vamos perpetuando no tecido social práticas clientelistas e antiéticas mescladas a uma ideia cidadã equivocada, focada no outro ou restrita às instituições sociais.

MARCOS JOSÉ DINIZ SILVA
historiador, professor universitário

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1047065

quinta-feira, setembro 15, 2011

11 de Setembro: Osama Bin Laden foi morto, mas o fantasma do terror ainda existe



             Imagem capturada na Internet, Fonte: ÓperaMundi                              



A princípio pensávamos que era um acidente, mas o trágico dia registrado pelas cenas de dois aviões colidindo nos prédios e, outro, atingindo também o Pentágono não poderia ser real, mas foi e resultou em mais de 3.200 mortes.

Quatro aviões - das duas maiores empresas aéreas dos EUA - foram sequestrados por grupos de terroristas que, ao todo, contabilizavam 19 membros, de diferentes países árabes (Arábia Saudita, Emirados Árabes, Egito e Líbano).

A primeira a ser atingida pelo avião da American Airlines foi a Torre Norte do World Trade Center, às 8h46. Todos os passageiros (92) e tripulantes (9) morreram, assim como as pessoas que – no momento da colisão – se encontravam na torre. As demais que estavam nos andares superiores ao 92º andar, até o 110º andar, ficaram presas.



   Imagem capturada na Internet (Fonte: Quando Tudo é Importante)


Seis minutos depois, equipes de bombeiros chegaram ao local, dando início a uma operação de resgate. Muitos bombeiros subiram pelas escadas da Torre Norte com esta intenção.

Às 9h03m11s, a Torre Sul foi atingida pelo Boeing 767 da United Airlines. Os andares atingidos foram do 77 ao 85. Todos os passageiros (65) e os tripulantes morreram na hora. Muitas pessoas subiram até o telhado da Torre na esperança de serem resgatadas.


 Imagem capturada na Internet (Fonte: Revista Desafio's D


Quase uma hora após ter sido atingida, o prédio da Torre Sul, com 110 andares vem abaixo, matando a todos que estavam em seu interior, bem como aqueles que se encontravam ao seu entorno, próximos ao prédio, totalizando em cerca de 600 pessoas. Eram 09h58m59s do fatídico 11 de setembro de 2001.

Cerca de trinta minutos depois foi a vez da Torre Norte que também abalada, estruturalmente, caiu, matando 1.400 pessoas tanto do interior do prédio e como nos arredores deste.

Antes mesmo da Torre Sul do World Trade Center cair, outro avião da American Airlines atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, localizado no Condado de Arlington, na Virgínia. Nesta ação terrorista morreram todos os passageiros (64) e tripulantes do avião e, também, 125 civis e militares que trabalhavam no prédio.



 Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikipedia)

De acordo com o que se tem registrado na mídia, o quarto avião sequestrado tinha como alvo, provavelmente, a Casa Branca, mas um conflito gerado entre alguns passageiros e os terroristas, o fez cair no Sul da Pensilvânia.

Além das Torres Gêmeas e do Pentágono, também foram destruídas ou danificadas seriamente cinco construções e quatro estações subterrâneas de metrô nos arredores do World Trade Center. Em Manhattan, ao todo, foram 25 prédios danificados.

Osama Bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda assumiu a responsabilidade por estes ataques nos EUA.

Em razão dos ataques terroristas e diante da ameaça eminente destes, o então Presidente dos EUA, George W. Bush, iniciou uma guerra total contra o terrorismo, mais conhecida como “Guerra ao Terror”. Direcionando medidas políticas e militares contra toda e qualquer ação terrorista, Bush pretendia capturar Osama Bin Laden.

Nestas perspectivas, o seu primeiro alvo foi invadir o Afeganistão, cujo governo Taliban era acusado de apoiar o referido líder terrorista.

Sendo assim, no dia 07 de outubro do mesmo ano (2001), as tropas norte-americanas invadiram o Afeganistão. Os EUA tiveram o apoio da Aliança do Norte (Frente Islâmica Unida para a Salvação do Afeganistão), composta por afegãos que apoiaram os EUA contra os terroristas da Al Qaeda e os Taliban e das forças internacionais do Reino Unido, do Canadá e da Austrália.

A ofensiva militar contra o governo afegão conseguiu expulsar os Taliban do poder. Supostos terroristas foram presos e levados para a base militar de Guantánamo (Cuba), onde – sabe-se – que os mesmos não tiveram os seus direitos básicos assegurados, sofrendo abusos e torturas.

Divergências a parte quanto às ações estadunidenses em solo estrangeiro, inclusive, por não ter proporcionado uma maior estabilidade no país, sujeito a conflitos internos, o Taliban foi derrubado, mas George Bush não conseguiu o seu grande intento: capturar Osama Bin Laden.

Por quase uma década, as buscas pelo líder terrorista não vingaram e o seu sumiço foi considerado – por muitos – como um verdadeiro mistério.

Contudo, no início deste ano, mais precisamente no dia 02 de maio, sob uma ação militar ordenada pelo atual presidente dos EUA, Barack Obama, o líder da rede terrorista Al Qaeda – Osama Bin Laden - foi encontrado e morto por soldados norte-americanos.

Osama Bin Laden era, realmente, um líder e tinha muitos seguidores. Ele utilizava o Alcorão para pregar e justificar as suas ideias. E, em consequência disso, a religião islâmica é analisada – muitas das vezes – em associação ao terrorismo.

No entanto, tanto o islamismo quanto o Alcorão – o seu livro sagrado - não pregam ideias e nem atos terroristas.

Até mesmo os EUA, vítima direta deste maior atentado terrorista registrado no mundo, pratica a tolerância religiosa, respeitando a crença de cada povo.

A prova disso está na posição do presidente Barack Obama mediante ao projeto de construção de uma mesquita nas proximidades do local do World Trade Center.

A polêmica existe, não resta dúvida! Pois, muitos afirmam que o projeto é uma provocação, uma ofensa à memória das vítimas do atentado do dia 11 de setembro de 2001. Outros, no entanto, assim como o presidente dos EUA, acreditam que a tolerância religiosa deve primar pelo equacionamento da situação. A Constituição estadunidense assegura isso.

Além disso, algumas Organizações Islâmicas, como o Conselho de Relações Islâmicas Americanas (CAIR), consideram que a construção da mesquita pode reverter o conceito (errôneo) que as pessoas têm sobre o Islamismo.


As imagens abaixo foram, todas, capturadas do Blog Quando Tudo é Importante













Fontes de Consulta

. Charges: Dez anos do 11 de Setembro - OperaMundi

. Invasão do Afeganistão pelos Estados Unidos - InfoEscola

. Linha do tempo - BBC Brasil

. O Dia que a Terra parou - Blog do Pena

. Wikipedia 
Geografia em foco

segunda-feira, setembro 12, 2011

Prêmio Imprensa Maria Mariá


O Prêmio Imprensa Maria Mariá é destinado a reconhecer e premiar, mediante a votação popular e acadêmica, os blogs e sites palmarinos mais populares, que possuam a maior parte de seu conteúdo focado para o público alagoano, palmarino, com melhor apresentação técnica específica a cada grupo e categoria.
O objetivo do Prêmio “é promover, divulgar e patrocinar a iniciativa dos proprietários de blogs e sites programas de radio e informativos impressos que interagem socialmente pela rede internet ou não com finalidade de compartilhar seus conhecimentos, ideias, experiências e perspectivas, contribuindo solidariamente com o desenvolvimento social e cultural, histórico e turístico do município”, de acordo com o regulamento.

Maria Mariá
Maria Mariá de Castro Sarmento nasceu na Usina Laginha, em União dos Palmares, em 16 de junho de 1917. Foi professora, jornalista e escrevia discursos para os políticos locais. Irreverente, foi a primeira mulher à sua época na cidade a usar calças compridas. Ela foi encontrada morta em sua residência, no dia 28 de fevereiro de 1993.

MELHOR MATÉRIA JORNALÍSTICA

Voto Popular: Série Desastre das Águas – 366 votos (53%)

BLOG PESSOAL

Voto Popular: Blog Olívia de Cássia – 281 votos (19%)

Júri Técnico: Cinco e trinta e cinco – 130 pontos

INFORMATIVO IMPRESSO

Voto Popular: Zambo – 797 votos (73%)

Júri Técnico: Folha Serrana dos Quilombos – 50 pontos

PROGRAMA DE RÁDIO

Voto Popular: AG Notícias/AG FM – 860 votos (41%)

SITE DE EVENTOS

Voto Popular: A Vez Delas – 691 votos (35%)

Júri Técnico: A Vez Delas – 108,5 pontos

SITE DE NOTÍCIAS

Voto Popular: A Tribuna de União – 494 votos (49%)

Júri Técnico: O Relâmpago – 109,5 votos

BLOG RELIGIOSO

Voto Popular: Anjos da Adoração – 307 votos (33%)

Júri Técnico: Anjos da Adoração – 108 pontos

BLOG ESPORTIVO

Voto Popular: Almanaque do Futebol Palmarino – 359 votos (41%)

Júri Técnico: Almanaque do Futebol Palmarino – 100 pontos

BLOG DE NOTÍCIAS

Voto Popular: Acorda União – 513 votos (30%)

Júri Técnico: A Terra da Liberdade – 126 pontos

BLOG EDUCACIONAL

Voto Popular: NEPEM Uneal – 363 votos (52%)

 Júri Técnico: NEPEM Uneal – 123 pontos

BLOG POLÍTICO

Voto Popular: Blog do Paulo Veras – 735 votos (51%)

Júri Técnico: Blog do Paulo Veras – 131 pontos

BLOG CULTURAL

Voto Popular: JMarcelo Fotos – 608 votos (68%)

Júri Técnico: Tempo Moderno – 135 pontos


Fotos: VibeFesta








domingo, setembro 11, 2011

A Força do Trabalho Escravo na Evolução do Brasil


Para explicar a introdução do negro no Brasil, basta mencionar:
• O 
lucro obtido com o tráfico de escravos;
• A escravidão dos índios não atendia aos interesses dos colonizadores;
• A população nativa apresentava baixa densidade demográfica;
• O aprisionamento de índios gerava guerras constantes com as tribos.

Dentre todos esses aspectos a mão-de-obra negra se fazia mais lucrativa e viável do que as demais. Desde o século XV, os portugueses praticavam o tráfico de escravos africanos e faziam uso dessa mão-de-obra nos canaviais que mantinham nas ilhas do Atlântico (Madeira, Açores, Cabo Verde, São Tomé). Decidiram, então, transpor essa experiência de colonização para o Brasil. As primeiras levas de escravos africanos chegaram ao país por volta de 1532 a 1538, constituindo a maior parte da população na época e a maioria da força de
trabalho usada na colônia.

Tráfico negreiro


O tráfico negreiro durante mais de três séculos resultou em grandes lucros para o território brasileiro, além de ter trazido ao Brasil aproximadamente três milhões de escravos. Em território africano esses negros funcionavam como uma moeda de troca como, por exemplo, trocava-se um negro por aguardente de cana, espelhos, rolos de fumo, entre outros. Quando adquirido, o negro era marcado a ferro em brasa, e acorrentados e encaminhados aos presídios da costa africana, onde esperavam os navios negreiros. Esses negros eram transportados de forma sub-humana, amontoados nos porões dos navios, etc., tudo isso gerava um alto índice de mortalidade entre os negros no decorrer da viagem. Quando chegavam ao território brasileiro eram comercializados nos mercados da Bahia, do Rio de Janeiro, do Maranhão e do Pernambuco, onde suas mãos-de-obra eram empregadas na lavoura, mineração, pecuária ou em trabalhos domésticos. Toda a economia da colônia e do Império dependia quase que somente do trabalho realizado pelos escravos africanos. Sendo graças ao trabalho deles que se deu o desenvolvimento da monocultura canavieira, monocultura cafeeira e da mineração.


Resistência contra a escravidão


Durante todo o período de escravidão houve inúmeros casos de resistência dos escravos, pois estes tentavam conseguir a sua liberdade de uma forma ou de outra. Certos negros quando fugiam, retornavam a propriedade onde era submetido ao trabalho escravo, e matavam os senhores, os familiares do mesmo e os capitães-do-mato. Alguns escravos se suicidavam, pois achavam que essa era a única maneira de obter sua liberdade. No entanto uma das formas mais expressivas de resistência contra a escravidão foi a dos quilombos (aldeias constituídas por escravos fugitivos, os quais podiam viver ali conforme a sua cultura e em liberdade). Formaram-se inúmeros quilombos por todo o território brasileiro, o maior e mais resistente foi o do interior de Alagoas, formado no século XVII: o quilombo de Palmares. Chegou a ter aproximadamente 20.000 habitantes conseguindo resistir durante sessenta anos ao cerco colonialista, no entanto em 1695 foi massacrado pelas forças de Domingos Jorge Velho.


Herança Cultural

Os negros foram de fundamental importância para a formação da cultura e do povo brasileiro. Na língua brasileira existem diversas palavras provenientes da língua africana. Os negros africanos também trouxeram para o Brasil animais e plantas que aqui não havia, como, por exemplo, dendê, galinha d’angola, entre outros. Além disso, os negros também influenciaram na dança, na música, nos instrumentos, entre outros aspectos da cultura brasileira, como, por exemplo, a capoeira, berimbau, etc.

Por Eliene